copo de suco

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Vocês já devem ter percebido que eu gosto um pouco de escrever. Tenho passado algumas boas experiências com Deus, como disse em meu último post nesse blog. Hoje vou relatar algo que mexeu muito comigo ontem.

Normalmente eu almoço em um restaurante próximo ao meu trabalho. É buffet livre, e você tem direito a um copo de suco mas de vez em quando eu vejo algumas pessoas pegando mais do que um copo. Como eu tomo muito suco durante o almoço, não é raro eu terminar de comer sem ter algo pra tomar. Hoje, mesmo sem tanta sede, resolvi pedir mais um copo para ver se realmente eu poderia, ou aquelas pessoas ao fazerem isso estariam desrespeitando ou se aproveitando de mais um copo de suco.

O que aconteceu é que a mulher permitiu, sem hesitar. Eu desci as escadas e estava retornando para o prédio onde trabalho, quando me deparei com a cena de três pessoas, cabe frisar, três seres humanos, parando algumas pessoas na rua e pedindo ajuda para alguma coisa. Eram duas mulheres e uma criança, com uns dez ou doze anos de idade. Elas falaram comigo e eu parei.

Normalmente não faço isso, principalmente quando é homem, mas eu resolvi parar e escutar. Elas estavam pedindo ajuda para almoçar, pois estavam com fome. Naquele momento pareceu que aquele copo de suco era uma mordomia desnecessária pra mim. Parecia que eu apenas o estava segurando, e que a partir daquele momento era delas. Ofereci o suco a uma daquelas mulheres e ela pegou, prontamente. Ela me fitou nos olhos e disse "Mas e você, vai ficar sem suco?" e eu simplesmente disse que não havia problemas, pois o suco era delas.

Acredito que aquela mulher estava com muita sede, mas ela nem mesmo pode ver eu saindo e dando as costas pra ela, e já foi oferecendo aquele suco para sua filha, sem nem ao menos ter tomado um gole daquele suco.

Nesse momento Deus ministrou muito forte ao meu coração, como que dizendo "Tá vendo? Essa mulher é falha e mesmo assim prioriza a sua filha. Quanto mais eu, que sou santo, e priorizo os meus". Não foi preciso dar nem mais de dez passos para que a presença de Deus fosse enorme ali, andando naquela rua. Eu sentia era vontade de chorar, me ajoelhar, glorificar a Deus, mas me limitei a andar como os outros daquela rua. Não percebi que já havia passado todas as cinco quadras que me distanciavam do prédio onde eu trabalho.

Foi lindo, foi marcante, foi mais uma maneira de Deus falar sem palavras!
markinhos.com