coadjuvantes

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Você que é ministro de louvor ou até mesmo da palavra, por favor, leia esse texto até o final. Esse foi um pensamento que eu acabei de ter quando estava tomando banho, e creio que pode edificar a tua vida. Já parou pra pensar na nossa missão dentro da igreja, no propósito que há em estar ali de pé, ante um púlpito e à frente de pastores, músicos e obreiros da casa do Senhor? Já parou pra pensar qual é o verdadeiro objetivo em estar ali?

Eu já estive por vários momentos na frente de um monte de pessoas, desde o meu ensino fundamental. Quis o meu Deus que eu sempre estivesse me destacando nas coisas que eu fazia, desde quando eu era menor ainda. Às vezes eu penso que isso se deve ao fato de ser um destaque motivacional, como eu sempre brinco. Pois ver alguém (no caso eu) que não vem de uma família rica, nem tem padrões de beleza e tampouco esteriótipos físicos, sendo ousado e teno um pouquinho de ousadia para fazer as coisas realmente pode ser algo bem motivacional. rs

E dos tantos momentos que estive a frente de muitas pessoas, todas olhando para o que eu faria, seja declamar uma poesia, apresentar uma peça teatral, endoçar um discurso político ou fazer a oratória de formatura, pude notar com clareza a distância que existe entre todas essas coisas e a ministração, seja por palavra ou louvor, mas do evangelho. Se você analisar rapidamente, em aspectos descritivos, poderá se enganar ao pensar que todos esses casos existe algo em comum: há um público e você esta em evidência dando uma palavra que todos irão escutar. Não é assim, você certamente está enganado e vou te explicar porque. A questão fundamental é justamente a palavra evidência, e é esse o objetivo das minhas palavras nesse texto: a evidência.

Quando você está numa oratória política, artística ou solene, o foco está totalmente em você e na sua pessoa, naquilo que você é ou o que você está mostrando ser. Cabe à você cuidar da sua dicção, oratória e postura. Cuide até da sua roupa. Atente-se ao cronograma, ao público-alvo e qual deve ser sua postura. Mas quando você está ministrando o foco não deve ser você. O foco tem que ser em Deus e naquilo que Ele é. Cabe a você cuidar do seu relacionamento com Ele, para poder ministrar com propriedade algo que não é você. Creio que esse conflito é um dos principais motivos que levam um servo do Senhor a cair. Ironicamente não consegue-se notar mais as características de servo nessas pessoas, pode perceber. A característica visível é de senhor, não de servo.

Se você leu até aqui lembre-se: nunca deixe o ego falar mais alto. Caso isso aconteça, você tem grandes chances de se tornar um mero orador, um artista e perder totalmente o sentido que há em ser ministro do evangelho. Queira tudo o que Deus tem pra te oferecer, mas não queira ser independente dele. Queira aquilo que Ele quer pra você. Deus te levará a lugares altos, mas se prostre, reconheça o senhorio e o poder dEle para te levar lá.

Deus é maravilhoso. Levanta o menor de todos, usa a louco para confundir os sábios, aquele que não é para confundir quem é. Na obra do Senhor não é diferente: você só fica de pé quando está de joelhos.

Portanto nunca queira ser o principal, por mais que possa parecer isso quando você está com um microfone. O principal não é você, e sim aquele que é o Princípio e o Fim. Não se deixe simplesmente ministrar, mas seja um coadjuvante das suas ministrações. Assim como o instrumento é coadjuvante entre o músico e suas canções e a caneta é coadjuvante do escritor para o texto, seja um coadjuvante de Deus às almas.
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