dor necessaria

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A uns dois dias atrás pude viver uma experiência com Deus incrível na minha vida. Eu e a Sueyla estávamos ministrando um louvor em uma vigília que teve na IEAD Vale Verde, quando o Espírito Santo de Deus me levou a falar algo muito pessoal, relacionado ao post anterior aqui do blog, para os irmãos de lá. Lágrimas desceram do meu rosto, nunca tinha exposto tal situação em uma ministração. Doeu muito dentro do meu peito falar sobre essas coisas, muito mesmo, e eu nem sabia o porque de estar falando aquilo tudo.

Normalmente quando a gente faz algo, qualquer coisa que seja, nós lembramos dos motivos ou pensamentos anteriores a ter feito isso, principalmente quando é algo tão forte e pessoal como o que eu disse naquela madrugada. Mas eu não me lembro dos pensamentos nem de algum motivo que tenha me levado a falar aquilo, e isso me deu a certeza de que foi algo realmente de Deus depois que eu sentei e pensei comigo "meu Deus, o que eu disse lá em cima, me expus tanto!".

Esse louvor antecedeu um outro louvor e logo em seguida foi a ministração da palavra de Deus. E a palavra, ministrada pelo meu amigo Nerildo Santos, falou fortemente comigo. Eu fiquei com medo de ter modificado o que seria pregado naquela madrugada pela ministração. Fiquei com um receio enorme. Esse meu sentimento de receio só passou quando eu vi muitas pessoas indo à frente na hora do apelo, algumas em lágrimas, e isso confortou bastante meu coração. Deus tinha desenhado tudo, e eu e a minha mania de não confiar naquele que nunca errou.

Mais tarde, já no carro, fui invadido novamente por um sentimento de gratidão misturado com dor. Doeu demais ter me exposto daquela maneira, doeu mesmo, mas ao mesmo tempo sentia gratidão por Deus ter usado a minha dor para falar com pessoas que precisavam naquela igreja. Deus usou a minha dor para falar com a igreja. Eu estava quase chorando, mas grato.

Daí lembrei do que Ele passou ao ver o seu filho morrendo numa cruz. Deveria ser um sentimento de dor com uma certeza da necessidade, por Ele nos amar tanto. E ainda hoje vejo muitas pessoas que fazem pouco caso disso, mesmo estando na igreja. Brincam com Deus, com a dor que Deus sentiu ao ver seu filho naquela cruz. Essas atitudes eu vejo como se fossem frases do tipo "Eu não me importo com a sua dor, Deus".

Se falassem isso pra mim, eu até compreenderia. Se não ligassem para a dor que eu senti quando ministrei, não teria problema algum. Eu não mereço nenhuma compaixão, pois eu erro. E a minha dor só está servindo para me moldar, para me fazer crescer, amadurecer, dar testemunho e para glorificar o nome de Deus quando ela passar.

Mas não façam isso com a dor que Deus sentiu. Ele morreu pra nos salvar, por nossa causa, e nós não merecíamos isso, mas o amor dele é tão grande que ele se agradou, com dor, de ter feito isso. Não brinquem com a dor de Deus.
markinhos.com