silencio

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E entre uma e outra lágrima, sozinhas tanto quanto eu
Eu consigo ouvir baixinho aquele som
O som do fogo queimando dentro de mim
Queimando todo o meu sacrifício

Minhas renúncias, todas juntas
Rodeadas por amarguras, por desanimo
Todas elas, apoiadas numa estrada de pedras
Pedras que foram lançadas.

Minhas renúncias, todas juntas
Sendo queimadas pelo fogo do Espírito Santo
Sendo ofertadas à um Deus de amor
A um Deus tão presente, tão Emanuel

Que sem hesitar, sem ao menos avaliar, sem barganhar
Ministra ao meu coração tão triste
Que não há motivos para temer, nem recuar
Porque Ele logo a frente está.

Prestes a me abraçar, e completamente tudo isso tirar
"Está tudo bem agora, que bom que você me viu,
que bom que você compreendeu o que eu quis te dizer
que bom que você me sentiu".

E todas as lágrimas, e ofertas
E renúncias, e sacrifícios
E pedras, e tristezas
Tudo, então, é colhido.
markinhos.com