crescer juntos

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Uma das consequências do egoísmo e individualismo tão evidentes nesse tempo é a de muitos cristãos acharem que têm um Deus só deles. Como se Ele fosse uma concessão particular, que no máximo pudesse ser compartilhada com os irmãos que coabitam dentro de um templo, claro, os que atendam à série de premissas que coloque-os no patamar de convertido. Consideram o membro cujo pecado é revelado ou conhecido como um traidor, e definem o pecado como a quebra desse contrato imaginário ao mesmo tempo que colocam debaixo do tapete seus pecados não revelados juntamente com a compreensão das escrituras.

É tão evidente isso que por vezes, em conversas casuais tão horizontais e acusadoras das quais tive o desprazer de participar, lancei o amor ao próximo como um balde de água fria à conversa e sempre pude observar um pequeno espaço de tempo silencioso. Algumas vezes tive que insistir nessa apelativa umas duas ou três vezes, o que me levava a crer que poderia haver alguma crosta impermeável envolvendo aquele coração e infelizmente aquilo que saía de dentro não era o evangelho.

Sinto medo ao observar algo assim, pois sei que isso pode ser o resultado de um plantio muito grande feito à algum tempo pelo inimigo dentro de nossas igrejas. Superficialmente parece ser a semente do evangelho, parece ser trigo, mas no fundo não é.

Evangelho não tem nada a ver com prestígios, status, honras, prosperidades. Isso tudo pode ser, talvez, consequência, mas certamente não são as únicas consequências. Evangelho é renúncia, é tomar uma cruz, levar um fardo, tudo por amar o amor. É caminho estreito, sem atalhos. Mas definitivamente evangelho é satisfação, alegria, visão. Fé, esperança e amor.

Por isso é bom sempre vigiarmos se aquilo que estamos produzindo derivam do evangelho, e se essas coisas não ficariam desconfortáveis ante a presença do Espírito Santo de Deus.



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