abandono

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Todo mundo aqui do CTMDT agitado. O povo já começa a ir viajar. Cinco meses de CTMDT já se foram, dos vinte meses, e agora é que a ficha começa a cair. Quanta coisa eu aprendi aqui, quantas coisas em Deus eu já vivi nesse tempo em MG. Parece que foi ontem que eu caí no chão na salinha de teclado ajoelhando e agradecendo ao Senhor por ter permitido a minha entrada aqui. Parece que foi ontem que eu senti o cheiro de madeira do beliche onde eu durmo, e deitei sobre o lençol novo ainda com marcas das dobras. Parece que foi ontem que deitei no travesseiro e sozinho no quarto pensei sobre a loucura que era andar nos caminhos abertos por Deus. Mas nada dessas coisas aconteceu ontem, e todas as lagrimas que sempre escorreram junto com a água do chuveiro, que caíram no chão do auditório, nas cadeiras das salas de aula, na sala de oração, na casa de oração, no Éden, e em alguns almoços sozinhos, atestam que já se passou algum tempo.

Voltar para a minha cidade não é simplesmente voltar para a minha antiga casa, a antiga rua, a antiga igreja, os velhos amigos. Voltar significa renovar algumas escolhas e colocar em prática o abandono. Abandonar as antigas escolhas, os antigos pensamentos, as antigas práticas. Abandonar o Markinhos que saiu de Colombo há cinco meses.

Aqui dizem a gente volta pra casa um pouco diferente. Que essa diferença não seja simplesmente física ou de sotaque, mas que seja a diferença do motivo de todas as lágrimas que deixei em Santa Luzia. Que seja Ele, a presença dEle, o imitar Jesus.
markinhos.com