elos

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Já não tenho mais o controle das certezas sobre isso
O horizonte disto cada vez mais daqui dista
Se fecha, se esconde, somente deixando que os seus ecos soem
Num som embaçado de olhar e sorriso, estáticos e lindos

E se ainda titubeio noutra questão
Questiono quando tornarei este horizonte com meus olhos garimpar
E o resquício do antigo desejo ainda quer perguntar
Se no futuro momento ele terá este teu olhar

Mas as cousas passam, os dias são deixados
E as escolhas mudam, os caminhos divergem
Pois seus pés darão passos, e seu passado será esquecido
E suas escolhas te mudarão, e serão separados os caminhos

Caminhos com dois elos, paralelos.

E nesse emaranhado de caminhar constante
O que poder-se-ia vir a me consolar
Que além de esquecer suas e minhas lembranças
Venhas deixar também no caminho este teu olhar

Olhar estático, sorriso lindo
Que no hoje e no ontem para mim significam
Ecos de um horizonte esquecido
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